sexta-feira, 9 de maio de 2008

A continuação -

























Nossa, já passou 2 meses desde a última postagem.... como o tempo corre...


Continuando a história, falando hoje da 2ª pessoa a assumir o manto de Sacerdotisa de nossa casa, a Sra. Maria Helena, conhecida como Neizinha e minha mãe carnal.




Minha mãe nunca gostou da religião, sempre tentou evitar o envolvimento, apesar dos guias de minha avó já terem falado que a mesma precisaria desenvolver. Auxiliava no departamento feminino da diretoria do C.E.M.B. mas não seguia as sessões. É o típico exemplo do ditado de ir pelo amor ou pela dor. Ela escolheu a dor. Imagine uma médium, corpo aberto, frequentando um centro espírita? Não deu outra. Atraiu espíritos obsessores e cargas negativas, começou a passar mal, se contorcer em casa, etc... Só conseguiu melhorar quando começou a ir nas sessões.


Ela conheceu o meu pai carnal nessa época e acabaram casando. Assumiu o desenvolvimento e a casa com minha avó ainda em vida. Quase foi filha de Veco de Oyá e não fez o santo porque na época meu pai não queria.



Seus Orixás são Iansã e Obaluaiê. E trabalha com as seguintes entidades:

Linha do Oriente: Dr. Bezerra de Menezes;
Oxóssi: Caboclo Guaracy
Ogum: Ogum Beira Mar
Xangô: Xangô das Trovoadas
Iansã: Iansã dos Leques
Oxum: Oxum Mãe D'água
Iemanjá: Cabocla Ubiracy
Pretos Velhos: Pai Joaquim D'Angola e Mãe Joaquina
Ibeijada: Mariazinha
Exú: Tranca Ruas da Encruzilhada
Pomba Gira: Pomba Gira Cigana e Zoraica



Bom, por hoje é só. Espero não demorar tanto a próxima postagem.

Saravá a todos.








segunda-feira, 10 de março de 2008



















Laroiê!!!!







Segunda feira. Dia de Exú. Nosso grande mensageiro astral. O menino grande dos Orixás. E como ele é quem primeiro aparece na ordem do Xirê aqui é ele quem indica por onde devo começar: do início.

Então senta que lá vem a história....

Minha avó, Ana Fernandes (mais tarde conhecida como Dona Anita ou Mãe Anita) teve o primeiro contato dela com a espiritualidade através de seu pai, o meu bisavô, Elino Fernandes. Outrora Católico, ficou muito doente e não se descobria a causa da sua enfermidade. Só acabou obtendo cura quando teve contato com o Espiritismo. Daí até sua morte ele seguiu os ensinamentos espíritas.

Dona Anita começou a desenvolver sua mediunidade já num terreiro de umbanda aos 14 anos. Após sua coroação acabou abrindo o Centro Espírita Maria Bueno com seu marido, Turibio Machado, no bairro do Cajuru, hoje o local seria próximo ao Centro Politécnico, em 1.956. Direcionou as atividades mediúnicas com grande influência do Espiritismo de Kardec. O C.E.M.B. tinha reuniões para discussão da filosofia espírita, sessões de descarrego, doutrinação de espiritos e demais atividades de "mesa branca", inclusive cirurgias espirituais. Mas existindo uma necessidade não atendida pelo Espiritismo reinicou o desenvolvimento da Umbanda, mas sem mudar o nome pois naquela época a religião umbandista era perseguida e proibida. A sede própria foi constrída em 1963, onde fica até hoje, próximo a BR 277 no caminho das praias.




Dona Anita ficou no comando do terreiro até 1976 quando passou o cargo e a responsabilidade à sua filha carnal, Maria Helena, conhecida como Mãe Neizinha. Mas continuou orientando até a data de sua passagem em 16 de fevereiro de 2003. E continua orientando-nos até hoje, espiritualmente e com seus exemplos de vida.



Dona Anita sempre foi muito respeitada perante os antigos da religião e pela Federação Paranaense de Cultos Afro-brasileiros. Até hoje o terreiro ainda é mencionado como o terreiro de Dona Anita.


Ela trabalhava com as seguintes entidades:


- Dr. José Leocádio Corrêa;
- Pai Benedito;
- Caboclo Pena Dourada;
- Cabocla Iracema;
- Exú Capa Preta;
- Pomba Gira Maria Padilha.

Por hoje é só.
Saravá a todos.
E como minha avó era de Nanã, Saluba!!!

sábado, 8 de março de 2008


Essa é minha 1ª postagem e espero que a 1ª de muitas.

Quero mostrar aqui um pouco da minha religião e contar um pouco de mim.


Pra inicio de conversa sou filho de Yemanjá Ogunté e Ogum, mejê mesmo, uso o E, não COM. Carrego os dois orixás de frente, meus ajuntós são outros.


Sou neto e filho de sacerdotisas da religião. Mas meus ascendentes paternos não ficavam atrás, também eram da religião, embora não fossem sacerdotes.

Aos poucos vou falando de tudo. Hoje é mesmo só uma primeira tentativa. Descrever o objetivo deste blog: mostrar fotos de minha religião, e falar um pouco do conhecimento que tenho desta e também do nosso terreiro, a Tenda de Umbanda Oriental, Ylê Asé Yiátogun, que faz parte da religião da umbanda e do candomblé na cidade de Curitiba, uma vez que existe desde 1.956, e completa neste ano em 15 de outubro, 52 anos de existência.


Hoje só vou postar uma imagem de Yemanjá, a grande rainha do mar e grande mãe.... uma imagem que tem no nosso terreiro e acho que sempre teve num quadro bem antigo de lá. Eu achei sempre muito linda essa minha mãe e antes mesmo de saber que ela é o meu Orixá.
Bom, Axé a todos, um fraternal Saravá e que Yemanjá os abençõe.